O nemátodos são vermes microscópicos, com um ciclo de vida de cerca de um mês, encontrados na água, solo, animais e plantas, tanto parasitas como saprófitas.

Os saprófitos ajudam na decomposição dos matéria orgânica e indicam a fertilidade. Outros alimentam-se de insectos e das suas larvas e são utilizados no controlo biológico, como os do género Heterorhabditis e Steinernema. E há ainda as que causam danos aos nossos relvados, como Pratylenchus, Meloidogyme, etc. Assim, temos diferentes limiares para diferentes espécies por 100 cc de solo:
- Ferrão (Belonolaimus) > 25 unid.
- Lança (Hoplolaimus) > 120 "
- Nó da raiz (Meloidogyne) > 300 "
- Espiral (Helicotylenchus) > 1500 "
- Ferrão (Tylenchorhynchus) >100 "
- Punhal (Xipihinema) > 51 "
- Raiz-espinhosa (trichnosus) > 120 "
- Raiz-espinhosa (Paratrichodorus) > 300 "
- Bainha (Hemicycliophora) > 400 "
- Cisto (Punctodera heterodera) > 40 "
- Anel (Criconemoides) > 1000 "
- Pino (Paratylenchus) > 500 "

A toxicidade, por ordem crescente de perigo, é a seguinte Alfinete;Anel<Cisto;Bainha;Lesão;Raiz-espinhosa;Punhal;Punhalada;Espiral<Nó-da-Raiz;Lança;Ferrão

As populações de nemátodos flutuam sazonalmente, embora os picos de crescimento ocorram na primavera e no outono, porque quando as condições são óptimas para as plantas, são também óptimas para os nemátodos. Os danos ocorrem nas raízes e os sintomas são semelhantes aos de stress hídrico ou nutricional.
O tratamento químico envolve a utilização de nematicidas sistémicos (absorvidos e distribuídos por toda a planta), como o fenamifos (Nemacur), muito eficaz contra os ecto-endoparasitas, ou outros tratamentos, como os à base de etoprop (Mocap), que não são translocados através da planta.
É de salientar o trabalho de investigação levado a cabo pela Dra. Kate Entwistle do Turf Disease Centre no Reino Unido, que a Tiloom utiliza para a sua consultoria em patologia vegetal.



